Resenha - A Mulher do Viajante no Tempo


Autor(a): Audrey Niffenegger
Editora: Suma de Letras
Número de páginas: 496
Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ 



Henry sofre de um distúrbio genético raro. De tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele se vê viajando no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação. Henry possui um estranho dom de viajar no tempo, ele pode ir para o futuro conhecendo coisas que muita gente nem sequer pensa na possibilidade de existir, assim como ele pode voltar ao passado. Clare o conheceu quando tinha 6 anos e Henry estava com 36, ele apareceu no quintal de sua casa nu e desorientado e desde então, Clare sempre deixava roupas e comida para ele, ansiosa por suas próximas visitas. Eles se tornam melhores amigos e confidentes, toda vez que eles se viam durantes os anos que durou esses encontros, Henry sempre aparecia com uma idade diferente.


Minha Opinião:
 Agora com 20 anos, Clare é uma estudante de artes e não via Henry há 2 anos, porém no primeiro encontro deles Henry não lembra dela, para o bibliotecário, ele nunca viu Clare na vida. Pode parecer completamente esquisito, mas a autora escreve tudo de uma forma tão brilhante e certa que fica impossível você vê algo errado na narrativa.
   E é a partir daqui que começa - para Henry - o romance dos dois.
O dom de Henry não é algo tão bom - digamos assim - ele não pode controlar suas viagens no tempo, ele simplesmente desaparece, não podendo levar nada consigo e indo parar nu e confuso em lugares estranhos, em qualquer ano, lugar e estação. Durante essas viagens Henry consegue visualizar acontecimentos chocantes e situações vergonhosas de sua vida e ele nunca pode mudar nada.


   Devido aos sumiços repentinos de Henry, o relacionamento fica complicado, eles precisam enfrentar muitas dificuldades e aprender a lidar e se adaptar a essa situação. Por ficar muito tempo sozinha Clare deseja ter um filho e mesmo que a condição genética de Henry diga que é impossível eles decidem tentar, depois de vários abortos sofridos por Clare deixando-os tristes e desesperados, eles conseguem ter uma filha, Alba que se torna uma personagem fortíssima e muito importante desde o primeiro momento que ela surge na narrativa.
   O livro é narrado pelos dois personagens e isso deixa tudo mais perfeito pois podemos enxergar os sentimentos mais íntimos de Henry e Clare e compreendê-los melhor, as passagens de ano também são muito bem colocadas no decorrer da narrativa não deixando nada sem explicação.
   Eles aprendem de forma dolorosa a enfrentar muita coisa, com as separações repentinas, a solidão, a tristeza, perdas e o medo também. A narrativa é perfeita demais! Vemos a história que inicialmente é confusa se desenrolar com uma maestria surpreendente, uma garota que conhece o amor da sua vida aos 6 anos, Henry que desde o primeiro momento trata Clare de uma forma tão bonita e protetora, anos depois não se lembra mais dela, e mesmo assim, depois ela se torna todo seu mundo, a razão para ele se manter inteiro e voltar para casa uma história que entrelaça de uma forma rica e detalhada o passado, presente e futuro e com um desfecho maravilhoso.
   Ri, chorei, senti todos os sentimentos dos personagens, fiquei confusa, assustada, feliz... A Mulher do Viajante no Tempo é um dos melhores livro que li na vida, recomendo muito!
   Engraçado que quando eu me apaixono tanto por um livro e vou falar sobre ele, sinto que não consigo expressar muito bem tudo que senti, o quanto amei a história.. mas enfim, espero que vocês leiam esse livro e se apaixone também porque definitivamente ele vale a pena. (:

Trechos ♥

“É difícil ficar para trás. Espero Henry, sem saber dele, me perguntando se está bem. É difícil ser quem fica.”

“As coisas parecem simples até pensarmos nelas. Por que a ausência intensifica o amor?”

“Ele some sem querer, sem avisar. Espero. Tenho a sensação de que cada minuto de espera é um ano, uma eternidade. Cada minuto é lento e transparente como vidro. A cada minuto que passa, vejo uma fila de infinitos minutos, à espera. Por que ele foi aonde não posso ir atrás?” - Clare.

“São estas coisas que podem me deixar morto de saudade quando o capricho tempo me desloca delas.

Clare de manhã, sonolenta e de cara amassada. Clare com os braços mergulhados na tina de fazer papel, puxando o molde e sacudindo-o assim e assim, para misturar as fibras. Clare lendo, com o cabelo solto sobre o encosto da cadeira, passando hidratante nas mãos vermelhas e rachadas antes de dormir. A voz baixa de Clare está em meu ouvido com frequência.”


“Odeio estar onde ela não está, quando não está. No entanto, vivo partindo, e ela não pode vir atrás.” - Henry.


Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. Fran Borges05/11/2012 15:45

    Olá,

    Parece mesmo uma história encantadora e capaz de tocar profundamente. Apesar de parecer algo agoniante o que a personagem da Clare passa. Já sei que saiu o filme também, mas é sempre melhor ler o livro antes, quando se tem a oportunidade. Parabéns pela resenha.

    Beijos

    http://poesiasprosasealgomais.blogspot.com.br/p/blog-parceiros.html

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  2. Helanaohara08/11/2012 21:38

    Cara, até hoje me arrependo de não ter comprado esse livro na FENAC! Sério estava 5,00 quando comprei Souvenir.
    Sua resenha descreveu perfeitamente o que sinto desse livro, preciso ler logo.

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