Autor(a): Drica Pinotti
Editora: Prumo
Número de páginas: 280
Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆
Um romance sem contraindicações
Esta poderia ser mais uma daquelas histórias em que a protagonista está na faixa dos 30 anos, é bonita, descolada, tem um emprego legal, uma mãe meio rebelde e sonha com um grande amor que de preferência não dê muitos palpites em sua vida. Poderia, se Amanda não contasse com um ingrediente a mais: ela é totalmente, absolutamente, hipocondríaca. Não passa uma semana sem se presentear com uma consulta ao novo especialista da cidade, seja lá qual for a especialidade.A chegada de Brian à vida de Amanda bem que poderia dar uma virada de mesa nessa situação, mas ele tem um cachorro, o que inviabiliza qualquer possibilidade de romance. Afinal, Amanda prefere morrer solteira a conviver com os milhares de germes que habitam o corpo daquele animal "selvagem"...A pílula do amor é um romance sobre neuras, mas sobretudo sobre tolerância. Brian saberá dar a Amanda o remédio de que ela no fundo precisa? E Amanda conseguirá descobrir qual é a verdadeira causa de seu problema e poderá ter uma vida normal e feliz? Descubra a resposta na divertida história de Drica Pinotti, um livro que fará você rir muito, lembrar de pessoas conhecidas e, principalmente, parar para pensar se não está levando as coisas muito a sério.
Minha Opinião:
A Pílula do Amor nos apresenta Amanda Loeb, uma americana
com quase 30 anos, solteira e advogada ambientalista que tenta salvar o mundo, e sua característica principal: hipocondríaca. Amanda sofre de um distúrbio chamado
hipocondria, a doença caracterizara pessoas com fixação por doenças, sintomas, auto-observação constante do corpo e o medo irracional da morte. Pensa em
doença o tempo todo, e vê a morte próxima muitas vezes por semana (ou seria
dia?). O transtorno é um assunto serio, mas que a protagonista nos traz com leveza.
Amanda é uma mulher legal, divertida e interessante, mas
apesar disso ainda sofre de carência de um namorado (problema este que ela jura
ser frigidez). Os caras se interessam por ela, mas que homem suportaria viver
com uma louca por doença? Resultado: Amanda solteira.
“É assim que vivo, dia após dia. Convivendo com problemas normais e conflitos existenciais como qualquer garota da minha idade. Mas convivendo também pacificamente (eu tento) com meu transtorno: hipocondria. Ela é a minha droga. Me deprime e comanda. É meu vício, me controla e asfixia”
O detalhe mais importante na protagonista é o fato que ela
conhece e REconhece sua doença. Ela sabe sofrer da hipocondria e tenta não
surtar por qualquer detalhezinho, mas é mais forte que ela! Ela sempre acaba
surtando, e com isso se mete em diversas cenas constrangedoras, e para delicia
dos leitores, muito divertidas. Haha.
Amanda vem percebendo os interesses dos homens nela e ela
resolve investir e tentar arrumar um namorado e resolver seu probleminha de
sexo (sim a falta dele). Seria o cara perfeito, o colega maravilhoso de sua
amiga? Ou o amigo bacana de seu cunhado? Ou o lindo e perfeito e famoso médico de sua
amiga? Ou que tal seu vizinho bonitão?
Eu gostei da narrativa da autora e digo que foi por vezes
divertida e cheguei a rir sozinha. Haha. A protagonista tem tudo o que uma boa
protagonista de chick-lit necessita. Os devaneios de Amanda são hilários. Um
bom livro do gênero e melhor nacional! ;)
Só tenho uma observação a fazer; não gostei da maneira que o final se seguiu. Os acontecimentos finais seguiram muito rápido! Fiquei confusa e
confesso que com raiva pensando; “ não acredito que a autora simplesmente
“omitiu” os detalhes!”. Uma noite Amanda estava no primeiro encontro e não rolou
nada, no capítulo seguinte ela estava acordando na cama do cara! Assim do nada!
Sem nem curtir o gostinho do primeiro encontro. Fiquei triste. L Entretanto, o final,
final, foi muito bonito. Valeu a pena. Ahh ainda poderemos curtir mais de Amanda e suas loucuras no segundo volume; Antídoto.
Independente, eu gostei do livro e indico para aqueles que
querem curtir um chick-lit, e estão afim de apreciar um nacional. ^^
